

Permitam-me pipocar temporariamente do assunto preferido da torcida nessa semana, as mil formas de assar o porco em seu próprio chiqueiro, e abordar um assunto que diz respeito exclusivamente às nossas rivalidades municipais. Tirem as crianças da sala, também sou pai e sei que isso não é assunto para lares rubro-negros, mas sou obrigado a falar na insignificante e suicida torcida do Foguinho. Para espanto de ninguém, os psicopatas em extinção da quinta torcida do Rio estão mais uma vez cavando com as próprias patas um abismo por onde infalivelmente despencarão.
Deixemos a minha opinião de lado e vamos nos ater aos fatos. Geral tá sabendo que, graças à tremenda criatividade e à imensa falta do que fazer da nossa retrograda cartolada, marcaram o clássico Fuderosão x Foguinho, na reta final do Brasileiro, pro Engenhão. Como vocês também devem saber a praça esportiva do aprazível bairro do Engenho de Dentro, na verdade o estádio de atletismo da Prefeitura, batizado em homenagem a um tricolor e alugado a preços módicos ao Foguinho, é mais conhecido como Vazião.
E ganhou esse apodo em função da ridícula e vergonhosa média de comparecimento da clandestina torcida do chororô, inferior à média de público do time do Fla-Basquete. Até hoje os recordes de público e renda do Vazião foram alcançados em jogos contra o América e o Vitória. É bom que se diga que quem enfrentou tão briosos visitantes foi o Flamengo em tardes que a nossa torcida ocupou todo o mal utilizado estádio.
Também é de conhecimento geral que a incúria, a ganância e a cara de pau de vocês sabem quem decidiu arbitrariamente que o Maracanã deve ficar fechado por 3 longos anos. Tempo que será usado para a completa modernização do Maior do Mundo para a Copa, para a construção de um punhado de imóveis de luxo em balneários e áreas nobres espalhadas pelo país e pela reforma de inumeráveis contas bancárias aqui e no exterior.
Sendo essa a realidade a ser confrontada, os çábios que se reúnem em federações e confederações confabularam em segredo e decidiram que o Vazião deveria ser o estádio numero 1 do Rio de Janeiro durante essa enriquecedora (só para os happy few) quarentena do Maracanã. Mas os çábios fizeram mais, pensaram que nada melhor que um confronto entre Flamengo x Foguinho para testar a capacidade do estádio de atletismo em suprir as demandas do fiel publico do futebol.
É evidente que quem teve essa idéia tinha em mente duas coisas: se aproveitar do incomparável potencial de geração de renda da Magnética para tornar habitado e lucrativo o elefante branco erguido ao custo de meio bilhão de dólares de dinheiro dos contribuintes e afofar com alguns caraminguás os desérticos cofres de Soldado Severiano, em crise financeira desde a desastrada renovação do contrato de Mazolinha, ainda nos anos 80.
Como qualquer torcedor de um time com pirâmide demográfica invertida (morrem mais torcedores do que nascem) com um mínimo de massa encefálica irrigada reagiria a tal noticia? Mandando rezar missas pela graça alcançada, distribuindo cestas básicas para a população, subindo de joelhos a escadaria da Igreja da Penha ou coisa que o valha, pois tal notícia para o alquebrado e inadimplente Foguinho é equivalente a encontrar na calçada um cartão premiado na Megasena ou, pra manter a coerência com o objeto, a acertar um milhar na cabeça com o numero do talão no jogo do bicho.
Receber o Prodigioso Flamengo e sua torcida, ainda que fosse por única vez na vida, significaria tal upgrade na média de público e renda do alvinegro do shopping que deveriam estender um tapete vermelho da Gávea até a Rua Henrique Scheid em sinal de gratidão. Entretanto a incompreensível torcida (sic) chororôrense, pra comprovar que é do contra e sempre se decide pelo lado errado, está fazendo exatamente o contrário.
Os malucos da camisa sem graça estão bradando por aí que o BFR deveria quebrar o contrato, esquecer o combinado e desonrar sua palavra diante do Clube de Regatas do Flamengo. Alegam essas sumidades ético-esportivas que o clube mandante não deveria disponibilizar 50% dos ingressos para torcida do Flamengo, querendo fazer valer no grito a idiota norma de garantir apenas 10% dos lugares para os visitantes.
Só se um cidadão estiver voltando de uma temporada de Marte ou Saturno para achar que os foguinhenses estão pretendendo ser maioria em um jogo contra o Fuderosão. Até quem estava em coma nos últimos 50 anos sabe que a torcida do Foguinho é infinitamente menor que a nossa até em campeonato de gatas de camiseta molhada. Então fica evidente que esses desocupados estão só a fim de perturbar e, lógico, atrapalhar no que for possível ao deslocamento das nossas tropas. Como se isso pudesse salvar a pele enrrugada deles.
Foguinhenses, tenham vergonha na cara. Olhem pra situação pré-falimentar do seu clube (a fusão com o Florminense ainda está sendo estudada) e olhem pro Flamengo como a sua única saída. Mesmo que só coloquem 1% das entradas pros rubro-negros a maioria dentro do estádio será nossa. Porque rubro-negro é ninja e sempre dá um jeito pra apoiar o Fuderosão. E porque nós cultivamos uma tradição que vocês abandonaram há muito tempo. Nós vamos ao estádio.
Não sejam egoístas, vocês sabem muito bem que se não for a torcida do Flamengo nem os vendedores de biscoito Globo que labutam no Vazião vão poder ter um Natal legal. Agradem-nos, bajulem-nos, mostrem gratidão por nós deixarmos que vocês nos recepcionem. Reconheçam que a torcida do Mengão é uma força econômica e que por onde ela passa leva o desenvolvimento e o progresso. Fiquem miúdos (eu sei que isso é fácil pra vocês).
Não nos provoquem com suas neurastenias. A bola está com a gente. Se ficarem de muito mimimi e o Flamengo decidir que não jogará no Vazião em 2010 nem vocês terão dinheiro pra manter aquilo aberto. Não folga, não, que o Flamengo não tem paciência pra pobre orgulhoso.
Fonte:Arthur Muhlenber do blog do torcedor do globoesporte.com

Meu mengão rumo ao hexa...segura palmeiras...segura que eu quero ver...
ResponderExcluirvaleu....ehehehhehehe agora virou blogueiro...bjussssssssss mic!!!hehehehehhehehhe xelãoooooooooo
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