sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O Boi da Cara Preta


Gostaria de agradecer publicamente à torcida virtual da São Paulo pela educativa demonstração gratuita de sua real substância. Pudemos comprovar que a mimosa torcida do tricolor paulista é feita de alguma substância mole e biodegradável que se desmancha no ar. Aprendemos também que faniquitos, xiliques, ataques de pelanca e outras manifestações dramáticas são de rigueur pra essa minoria esquisitona na hora de passar um recibo. Imagino a apoteose que deve ser na hora em que tiverem que dar uma nota fiscal.
A bambizada entra muito facilmente na pilha e o resultado do julgamento no STJD foi o estopim para que todas as frangas do Jardim Leonor fossem soltas aqui no Urublog. Em virtude da freqüência o ambiente chegou a ficar meio insalubre nas altas da madruga, só faltava Donna Summer nas caixas pro inferninho ser fechado pela Liga dos Bons Costumes.
Uma coisa deu pra concluir: o terror se instalou pra sempre em Bambyland. O motivo não sei e nem quero saber. Talvez eles não confiem no time, ou não vejam em seus jogadores a força necessária para agüentar a pressão. Vai saber como funciona a mente dessa galera. O que geral viu é que eles abriram o bico. Não estão acostumados a trabalhar no perrengue e agora que a chapa esquentou bateu o desespero.
Foi jogador, torcedor, dirigente, figurinista, todo mundo no chororô desenfreado. Reparem que os caras nem vão jogar mais com a gente e só falam no Fuderosão isso, o complô aquilo, que a CBF disse que o Flamengo é mau, pega um, pega geral, etc, etc. Futebol é no campo, o jogo é jogado, o lambari é pescado e tals. Mas a guerra psicológica eles já perderam.
Porque eles tão com medo de nós. E medo do pior tipo, o medo irracional, mitológico e assustador. Em português vulgar: para a São Paulo o Flamengo é o terrível Boi da Cara Preta, aquele que pegava os meninos que tinham medo de… bem, vocês sabem.
Enquanto isso, no outro corner desse embate que vale liderança, título e hegemonia temos o desafiante Flamengo. Um Flamengo totalmente na sua, preocupado em conquistar uma posição de cada vez e totalmente focado. A mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo. Sem se importar com o falatório nonsense que vem sendo produzido em doses industriais por certos uns e outros da imprensa falada e televisada lá na ponta feia da Dutra.
Tenho certeza que ninguém na alta cartolagem do Flamengo, por mais envolvido que esteja no processo eleitoral, vai dar o mole de ficar dando respostinha pra essa manezada. Depois de muitos anos vacilando acho que finalmente neguinho entendeu que o business do Flamengo não é notícia. O business do Flamengo é emoção. E a emoção que nós queremos agora é a do hexa.
A torcida pode zoar, explanar e até apostar no título baseando-se na nossa moral superior. Mas só a torcida. Do muro da Gávea pra dentro a receita que dá certo já é de conhecimento geral e deve continuar ser seguida escrupulosamente. Sapatinho máximo, palhaçadinha zero, perfil baixo e fuderosidade total na hora que a bola rolar. Foi assim que chegamos até aqui. E é assim que vamos chegar lá.

Nenhum comentário:

Postar um comentário